A presença de Ryan Goff no kit de Rob Zombie muda a fisionomia do show: substituto com trajetória no hardcore, ele também contribuiu nas sessões do álbum The Great Satan — uma transição que pode redesenhar a pegada rítmica da turnê Freaks on Parade.
01 · Por que importaPor que importa
A troca momentânea do baterista no centro de uma turnê co-headline entre Rob Zombie e Marilyn Manson altera mais que um nome na escalação: muda dinâmica, timbre e expectativas do público. Ryan Goff chega com credenciais do circuito hardcore e com participação nas gravações de The Great Satan, o que significa que o pulso do set ao vivo pode refletir escolhas de estúdio recentes — e que a turnê pode funcionar como primeira leitura pública dessas decisões rítmicas.
Num panorama em que identidade sonora e reputação de palco são ativos tangíveis, um substituto que já gravou com a banda tem impacto prático: mantém continuidade técnica, porém abre espaço para sutilezas interpretativas que afetam o repertório e a resposta da plateia. Para fãs de classic rock e metal, é um sinal de que a touragem está sendo alinhada não só logisticamente, mas artisticamente.
02 · Contexto e antecedentesContexto e antecedentes
Ryan Goff é conhecido sobretudo por seu trabalho com o grupo de hardcore Cruel Hand, banda originária de Portland, Maine, ativa desde meados dos anos 2000 e com discos e EPs que circulam pelo circuito punk/hardcore. Mais recentemente, Goff esteve vinculado ao projeto punk Wain, que lançou material a partir de 2024. Esses percursos explicam uma linguagem de ataque e precisão que ele traz ao kit.
Entre 2024 e 2025 Goff registrou partes de bateria destinadas a The Great Satan, o álbum mais recente do líder da banda principal; esse registro de estúdio o credencia tecnicamente para reproduzir as ideias do disco ao vivo. Em comunicações públicas, ele se descreve como baterista de preenchimento para a turnê de verão, participando das datas programadas até setembro, quando a série chega a Concord, Califórnia.
A ausência de esclarecimentos formais sobre a saída de Ginger Fish, que integrava a formação desde 2011 e vinha de longa trajetória com Marilyn Manson, mantém a questão em aberto. Independentemente do caráter temporário do ajuste, a presença de Goff na rota Freaks on Parade — que tem Rob Zombie e Marilyn Manson no topo, com The Hu e Orgy como suporte — é um evento prático: a turnê serve agora como palco para a atualização rítmica desse repertório, oferecendo ao público uma leitura fresca de material novo e de repertório estabelecido.
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