Festival anual reúne americanos clássicos, produtores latino-americanos e experimentalistas em um programa que vai ocupar Orbe, Foro Indie Rocks! e Casa del Lago entre 19 e 27 de setembro.
01 · Por que agoraPor que agora
O calendário indie voltado para o México reafirma a capital mexicana como epicentro de programação musical sem concessões. Setembro reunirá em um único período nomes que consolidaram a cena alternativa americana (American Football e Perfume Genius estão aqui), produtores que fazem da América Latina um laboratório permanente de som (Lido Pimienta, Immasoul) e artistas que desafiam qualquer categorização fácil. O festival retorna em força, com um programa denso que ocupa simultaneamente três endereços da cidade, sinalizando confiança no mercado de shows e experimentação ainda em expansão na região.
A semana também hospedará uma celebração lateral dedicada à turnê de Robyn, reforçando a ideia de que a Cidade do México não apenas consome música de referência global, mas virou destino de circuitos próprios para artistas de primeiro nível.
02 · O que vai acontecerO que vai acontecer
Safety Trance volta depois de ciclos internacionais densos. Wendy Eisenberg fecha a programação em 27 de setembro com performance que será acompanhada de perto. Baby Milosz, CFCF, Emma D'Luna, Freddy Moreno, Leevay, EQ e Yaspg integram uma camada de nomes que revelam decisões curatoriais atentas à renovação da cena latino-americana e à experimentação eletrônica de âmbito global. Umru e Tygapaw representam a leva mais jovem de produtores que trabalham nas margens do eletrônico, rap fragmentado e improv digital. Guapis e Meat Computer trazem a textura dance underground para uma grade que não desperdiça oportunidade: mesmo as escalas menores carregam propostas singulares.
Orbe, Foro Indie Rocks! e Casa del Lago criam uma dispersão urbana que funciona—a lógica não é concentração em um único megacenário, mas provocação de trajetos pela cidade durante uma semana e meia de programação.
03 · O que significaO que significa
A persistência deste festival, em sua estrutura atual, consolida a ideia de que música indie de primeiro mundo não é mais exclusivamente americana ou europeia no circuito de festivais. Immasoul, Lido Pimienta e a curadoria que traz Tygapaw e Umru para a mesma grade que bandas veteranas insistem que a experimentação musical está multicentrada. Setembro próximo será um teste adicional disso.
Passaporte aberto em setembro para quem quer sair do mapa usual de festivais.
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