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Ella Langley

ABRE ALAS PARA O COUNTRY: Ella Langley acaba de chegar à Passport Radio — e trouxe um recorde debaixo do braço

Aos 27 anos, a cantora do Alabama colocou “Choosin’ Texas” no topo da Billboard Hot 100 por 23 semanas, ultrapassou uma marca de Mariah Carey e virou uma das caras mais fortes da nova geração do country. E sim, além de tudo isso, a criatura ainda resolveu chegar desse jeito na foto. 😂🤠

Mr. Nomad

ABRE ALAS.

Melhor:

ABRE A PORTEIRA. 🤠

Porque tem gente nova entrando na Passport Radio.

E desta vez o barulho vem do Alabama.

Nome:

ELLA LANGLEY.

27 anos.

Cantora.

Compositora.

Country.

Bilhões de streams e visualizações circulando em torno de seu maior sucesso.

E 23 semanas no topo da Billboard Hot 100 com “Choosin’ Texas”.

VINTE E TRÊS.

Aí você pensa:

— Legal, Cileide. Mais uma cantora country fazendo sucesso.

Não.

Tem um pequeno detalhe.

Ela passou Mariah Carey.

Aí mudou a conversa. 😂


SIM. AQUELA MARIAH CAREY.

Porque durante anos havia uma criatura que chegava perto do Natal e praticamente dizia:

“Sai da frente que dezembro é meu.” 🎄😂

“All I Want for Christmas Is You” acumulou uma marca histórica de 22 semanas em primeiro lugar na Billboard Hot 100.

Então chegou uma garota do Alabama.

Chapéu imaginário na cabeça.

Guitarra na bagagem.

Uma música chamada “Choosin’ Texas”.

22 semanas.

Empatou.

23.

PASSOU.

E assim Ella Langley colocou seu nome na história da principal parada americana.

Nada mal para alguém que ainda tem 27 anos.


MAS QUEM É ESSA MULHER?

Porque essa é a parte divertida da Passport.

A gente não quer apenas dizer:

“Fulana bateu recorde.”

Ótimo.

Quem é Fulana?

Ella Langley nasceu no Alabama e começou a lançar música ainda adolescente.

Foi construindo espaço numa nova geração do country americano que sabe de onde veio o gênero, usa guitarra, narrativa e elementos tradicionais, mas não parece interessada em viver dentro de uma redoma com uma placa:

“NÃO TOQUE EM NADA DEPOIS DE 1987.”

Country continua mudando.

Misturando.

Crescendo.

E, principalmente, escapando das fronteiras americanas.

Ella é uma das artistas que estão surfando justamente essa expansão.


EM 2024 VEIO “HUNGOVER”

Seu primeiro álbum foi hungover.

E ali apareceu uma música que ajudou muita gente a descobrir seu nome:

“You Look Like You Love Me”, com Riley Green.

Ella já estava deixando de ser apenas “aquela cantora nova”.

Só que a coisa ainda iria ficar consideravelmente maior.


AÍ VEIO “DANDELION”

Em outubro de 2025, Ella lançou seu segundo álbum:

Dandelion

O disco ampliou sua presença comercial nos Estados Unidos e depois ganhou uma edição com novas faixas.

Só que uma música começou a crescer num nível diferente.

A primeira escolhida para apresentar aquela fase:

“CHOOSIN’ TEXAS”

E foi aí que a porteira saiu voando.


E NÃO FOI ELLA SOZINHA NUM QUARTO

A composição reúne Ella Langley com Luke Dick, Miranda Lambert e Joybeth Taylor.

Sim.

Miranda Lambert.

Então já havia gente nessa sala que entendia um pouquinho do assunto. 😂

A música trabalha com uma das matérias-primas mais antigas e eficientes da história da música:

relacionamento dando merda.

Mais especificamente, uma mulher percebendo que o homem ao lado dela parece estar escolhendo outra.

Nada de inventar física quântica.

É emoção reconhecível.

Narrativa.

Melodia que fica.

Guitarras.

E uma frase capaz de grudar na cabeça.

O country aprendeu há muito tempo que contar uma história simples muito bem pode ser mais poderoso do que tentar parecer complicado.


E AÍ OS NÚMEROS COMEÇARAM A FICAR RIDÍCULOS

Segundo os dados apresentados para essa fase da música:

mais de 1,6 bilhão de streams globais.

E:

2,8 bilhões de visualizações no TikTok.

Bilhões.

Com B.

Mas “Choosin’ Texas” não ficou presa aos Estados Unidos.


O COUNTRY PEGOU O PASSAPORTE

Reino Unido.

Canadá.

Austrália.

Holanda.

A faixa passou a quebrar marcas em mercados onde durante muito tempo seria bem menos óbvio imaginar uma cantora country americana dominando rádio e parada.

No Reino Unido, tornou-se um fenômeno de longevidade para o gênero e levou Ella ao topo da parada de singles.

No Canadá, alcançou uma marca enorme de permanência no número 1 para uma artista feminina.

Na Austrália, também estabeleceu marca para uma artista country.

E Ella ainda se tornou a primeira artista solo feminina do country a alcançar o topo da parada de airplay da Holanda.

Agora olha novamente para o começo desta matéria.

Alabama.

Depois:

Estados Unidos.

Reino Unido.

Canadá.

Austrália.

Holanda.

É por isso que aquela velha ideia de que country é uma coisa fechada dentro de determinada região está ficando cada vez mais difícil de sustentar.


E NÃO É SÓ UMA MÚSICA

Esse ponto importa.

Porque recorde monstruoso às vezes cria um problema:

todo mundo passa a enxergar o artista através de uma única faixa.

Ella já começou a demonstrar que pretende escapar dessa armadilha.

“Be Her” chegou ao segundo lugar da Hot 100.

“I Can’t Love You Anymore”, parceria com Morgan Wallen, chegou ao quarto.

“Loving Life Again” também entrou na conversa.

Ou seja:

“Choosin’ Texas” abriu a porta.

Agora Ella está tentando provar que não pretende sair por ela tão cedo.


E A PASSPORT VAI ABRIR ESPAÇO PARA COUNTRY, SIM

Aliás...

já devia.

Porque se a ideia desta casa é realmente colocar a música primeiro, seria uma bela contradição construir uma cerca justamente na frente de um dos gêneros mais antigos e influentes da música popular americana.

Country não é uma coisa só.

Nunca foi.

Tem tradição.

Tem pop.

Tem rock.

Tem folk.

Tem americana.

Tem artistas que seguem caminhos clássicos.

Tem gente detonando as divisões entre tudo isso.

E agora tem uma geração conseguindo levar esse som para públicos que talvez dez anos atrás nem procurassem a palavra country numa playlist.

Então não vamos ficar olhando pela janela.

PODE ENTRAR.


E JÁ QUE ELLA CHEGOU, VAMOS FAZER AS APRESENTAÇÕES DO JEITO CERTO

Nada de videoclipe bonitinho para esconder atrás da produção.

Temos palco.

Temos voz.

Temos a música responsável por toda essa confusão.

🎬 ELLA LANGLEY — “CHOOSIN’ TEXAS” — LIVE AT CMA AWARDS 2025

`

Ao vivo.

Como deve ser.

Aperta o play e depois volta aqui.

A matéria não foge. 😂


E OLHA ESSA FOTO TAMBÉM, CACETE

Porque nós somos uma publicação musical séria.

Temos responsabilidade editorial.

Precisamos analisar os fatos.

E o fato documental apresentado pela própria fotografia é:

a mulher resolveu colaborar bastante com a direção de arte desta matéria. 😂

Não vamos transformar a Passport em concurso de beleza.

A música colocou Ella aqui.

O recorde colocou Ella aqui.

O sucesso internacional colocou Ella aqui.

A carreira colocou Ella aqui.

Agora...

que a fotografia chegou pronta para a capa?

Chegou. 🤠😂

Obrigado pela cooperação, senhorita Langley.

Seguimos.


ELA TAMBÉM REPRESENTA UMA COISA QUE A PASSPORT QUER FAZER

Não esperar vinte anos para falar de alguém.

Essa é outra armadilha de publicação musical.

Todo mundo ama descobrir artista depois que o artista já virou monumento.

Aí é fácil.

Biografia pronta.

Discografia pronta.

Documentário pronto.

Consenso pronto.

A Passport também quer estar olhando para quem está acontecendo agora.

Alice Cooper entra porque existe uma história gigantesca.

Nenhum de Nós entra comemorando 40 anos.

Ella Langley entra porque sua história está sendo escrita neste momento.

As três coisas cabem na mesma casa.

É justamente essa a graça.


E ESSA CASA NÃO TERMINA NA MATÉRIA

Você chegou aqui por Ella Langley?

Ótimo.

Agora olha em volta.

A Passport Radio tem várias rádios.

Vários caminhos.

Várias épocas.

Vários estilos.

Você pode entrar procurando country e terminar descobrindo rock.

Pode chegar pelo pop e cair na MPB.

Pode vir por uma banda de quarenta anos e descobrir alguém que lançou o primeiro disco ontem.

É assim que música deveria funcionar.

Sem porteiro perguntando se seu gênero está na lista.


QUER OUVIR ALGUMA COISA? PEÇA.

Tem artista que deveria tocar?

Tem uma música que você quer ouvir?

PARTICIPE.

Mande seu pedido.

A rádio não precisa ser uma caixa fechada em que alguém escolhe tudo e o ouvinte simplesmente aceita.


TEM UMA HISTÓRIA? MANDE TAMBÉM.

Descobriu uma banda independente?

Conhece um artista que merece espaço?

Tem material antigo?

Fotos?

Uma entrevista?

Um show?

Uma história musical?

Uma pauta?

Uma correção?

Quer escrever sua própria matéria?

MANDA.

A Passport quer gente participando da construção da casa.

Não apenas olhando através da janela.


E QUEM PUDER AJUDAR A MÁQUINA A CONTINUAR CRESCENDO...

Existe o APOIE.

Contribuição financeira ajuda.

Claro que ajuda.

Servidor custa dinheiro.

Estrutura custa dinheiro.

Manter tudo isso funcionando custa dinheiro.

Só que apoio não começa nem termina na carteira.

Não pode contribuir financeiramente?

Tudo certo.

Ouça.

Leia.

Compartilhe.

Peça música.

Envie uma pauta.

Apresente uma banda.

Divulgue a Passport.

Participe.

Uma publicação independente cresce quando as pessoas deixam de ser apenas números numa estatística e começam a fazer parte da circulação.


PORQUE A GENTE NÃO QUER FICAR ENGESSADO

Tem lugar que encontra uma fórmula e passa vinte anos repetindo.

Mesmo gênero.

Mesmos artistas.

Mesmas histórias.

Mesma conversa.

Funciona?

Pode funcionar.

Só que aqui a ideia é outra.

A Passport quer ser uma máquina viva de música.

Ontem alguém entrou pela porta do rock.

Hoje entra uma garota do Alabama fazendo country.

Amanhã pode entrar metal japonês.

Depois MPB.

Depois pop britânico.

Depois uma banda brasileira independente tocando para cinquenta pessoas.

Primeiro a história. Depois a música.

A porta não pergunta gênero.


Ella Langley chegou aos 27 anos com uma marca que parecia pertencer a outro planeta:

23 semanas no número 1 da Billboard Hot 100.

Passou Mariah Carey.

Levou country para paradas ao redor do mundo.

Transformou “Choosin’ Texas” num fenômeno de bilhões.

E está apenas no segundo álbum.

Então...

ABRE A PORTEIRA.

Tem mais country chegando.

E Ella Langley acabou de entrar pela porta da frente da Passport Radio. 🤠🔥