Ir para o conteúdo
1 9 9 8 · 2 0 2 6
Soundgarden

Soundgarden volta a rugir: Matt Cameron, Tom Morello, Mike McCready e Taylor Momsen transformam “Outshined” em encontro de gigantes

No Power to the People Festival 2026, o baterista Matt Cameron se juntou a Tom Morello, Mike McCready, Robbie Mangano e uma Taylor Momsen cada vez mais à vontade diante do repertório de Chris Cornell. O resultado passou por “Loud Love”, “Outshined” e “Spoonman” — e mostrou por que Soundgarden continua fazendo barulho mesmo depois de tudo

Mr. Nomad

Soundgarden

TEM PALCO QUE FICA PESADO ANTES MESMO DA PRIMEIRA NOTA.

Olha os nomes:

Matt Cameron.

Soundgarden.

Pearl Jam.

Mike McCready.

Pearl Jam.

Tom Morello.

Rage Against the Machine.

Audioslave.

Taylor Momsen.

The Pretty Reckless.

E no centro de tudo:

SOUNDGARDEN.

Aí você olha para a escalação e pensa:

quem foi o irresponsável que entregou amplificadores para essa gente toda ao mesmo tempo?

😂🤘

Aconteceu no último sábado, dia 3, no Power to the People Festival, no Merriweather Post Pavilion, em Columbia, Maryland.

O projeto ganhou um nome absolutamente apropriado:

SUNS OF SOUNDGARDEN.

E a missão era daquelas que não permitem fazer pela metade.

Revisitar músicas de uma banda que ajudou a mudar o peso, a estranheza e a inteligência do rock americano.

Sem transformar aquilo numa imitação.

Sem fingir que Chris Cornell poderia ser substituído.

Porque não pode.


E AÍ ENTRA TAYLOR MOMsen

Tá.

Vamos resolver isso agora porque senão ninguém presta atenção no restante da matéria.

Existe aquele velho ditado:

“Beleza não se põe na mesa.”

Perfeitamente.

E NINGUÉM AQUI ESTÁ DISCUTINDO MOBILIÁRIO.

😂😂😂

Agora podemos voltar ao trabalho?

Obrigado.

Porque reduzir Taylor Momsen à mulher que apareceu naquela fotografia seria cometer uma injustiça gigantesca com a parte mais importante dessa história:

QUE VOZ.

CACETE.

Taylor não entrou nesse universo ontem.

A vocalista do The Pretty Reckless já construiu uma relação musical forte com o repertório do Soundgarden e vem dividindo palco com integrantes da banda em ocasiões especiais.

E existe uma diferença enorme entre simplesmente conseguir cantar as notas e entrar numa música dessas sem parecer uma turista.

Taylor entra.


PORQUE CANTAR SOUNDGARDEN NÃO É PASSEIO NO PARQUE

Vamos estabelecer isso.

Chris Cornell deixou algumas das partes vocais mais absurdas do rock.

Extensão.

Potência.

Controle.

Textura.

E aquela capacidade quase irritante de fazer determinadas coisas parecerem naturais quando qualquer cidadão normal tentando reproduzir em casa provavelmente termina pedindo desculpas às próprias cordas vocais.

😂

Então quando alguém pega músicas como:

“Loud Love”

“Outshined”

e

“Spoonman”

não existe esconderijo.

A música expõe você.

E Taylor encara.

Não tentando “ser Chris Cornell”.

Isso seria um erro desde o começo.

Ela leva Taylor Momsen para aquelas músicas.

E é justamente por isso que funciona.


MATT CAMERON ESTÁ SENTADO ALI ATRÁS

E isso muda tudo.

Porque não estamos falando simplesmente de um grupo de músicos famosos fazendo covers de Soundgarden.

MATT CAMERON É SOUNDGARDEN.

Ele estava lá.

Viveu aquela história.

Gravou aqueles discos.

Construiu parte daquela linguagem rítmica que fazia o Soundgarden soar como Soundgarden.

Depois ainda existe a pequena informação curricular de que o homem também passou décadas no Pearl Jam.

Nada demais.

Currículo básico.

😂

Quando Matt toca aquelas músicas, existe memória muscular ali.

Existe história.

Existe alguém que conhece aquelas curvas por dentro.


E DO OUTRO LADO TEM MIKE McCREADY

Outro sujeito discretíssimo.

Só guitarrista do Pearl Jam.

😂

McCready já havia participado de outro encontro recente envolvendo integrantes do Soundgarden e Taylor Momsen.

E isso cria uma ligação particularmente bonita dentro daquela árvore gigantesca de Seattle.

Porque essas bandas nunca existiram completamente isoladas.

As histórias se cruzaram.

As pessoas se cruzaram.

Os palcos se cruzaram.

As amizades se cruzaram.

As tragédias também.

Décadas depois, continuam se cruzando.


E AÍ TOM MORELLO RESOLVE APARECER

Como se faltasse guitarra.

😂

O próprio Tom Morello, idealizador do Power to the People Festival, entrou na formação.

E Morello explicou por que Soundgarden continua importante para ele.

Na visão do guitarrista, a banda conseguiu fazer algo fundamental:

reconciliar peso e inteligência.

Riffs gigantescos sem abrir mão de letras profundas, sombrias e introspectivas.

Essa combinação abriu espaço para gerações posteriores entenderem que música pesada não precisava escolher entre:

força

ou

cérebro.

Podia ter os dois.

E Soundgarden teve.

Com sobra.


SOUNDGARDEN NUNCA FOI APENAS “GRUNGE”

Essa etiqueta ajuda a localizar época e lugar.

Seattle.

Anos 80 e 90.

Soundgarden.

Pearl Jam.

Alice in Chains.

Nirvana.

Pronto.

Só que colocar Soundgarden dentro de uma caixinha chamada grunge e fechar a tampa deixa coisa demais do lado de fora.

Tem hard rock.

Tem metal.

Tem psicodelia.

Tem punk.

Tem afinações estranhas.

Tem compassos que parecem perfeitamente normais até você tentar tocar.

Tem riffs que chegam parecendo uma parede.

E por cima daquela parede...

Chris Cornell cantando como se as leis normais da anatomia fossem apenas sugestões.

Não era uma banda simples.

Nunca foi.


“OUTSHINED” É UMA ÓTIMA PROVA

A música veio de Badmotorfinger, de 1991.

Um disco fundamental na transformação do Soundgarden de banda pesada e estranha de Seattle para uma força internacional.

“Outshined” tem aquele riff.

Você sabe qual.

Não precisa nem escrever partitura.

Começou...

acabou a conversa.

E agora olha quem resolveu tocar aquilo em 2026:

Matt Cameron.

Mike McCready.

Tom Morello.

Robbie Mangano.

Taylor Momsen.

É quase uma reunião de condomínio em que todos os moradores possuem amplificador.


🎬 SOUNDGARDEN — “OUTSHINED” — POWER TO THE PEOPLE FESTIVAL 2026

Matt Cameron + Mike McCready + Taylor Momsen + Tom Morello + Robbie Mangano

`

Sem videoclipe.

Sem maquiagem de estúdio.

PALCO.

Aperta o play.

Depois volta.


E NÃO FOI SÓ “OUTSHINED”

O Suns of Soundgarden também passou por:

“Loud Love”

e

“Spoonman”.

Três músicas.

Três momentos diferentes daquela história.

E uma mesma lembrança atravessando tudo:

CHRIS CORNELL.

Não precisa transformar cada homenagem ao Soundgarden numa cerimônia fúnebre.

Aliás, talvez uma das melhores maneiras de preservar uma banda seja justamente fazer aquilo que banda nasceu para fazer:

TOCAR ALTO.

As músicas continuam ali.

Então deixa elas respirarem.


E TAYLOR JÁ ESTAVA NESSA HISTÓRIA

Esse encontro não caiu do céu.

Pouco antes, Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron haviam voltado ao palco com Taylor Momsen e Mike McCready durante o intervalo da partida da NFL entre Seattle Seahawks e New England Patriots.

Ou seja:

existe uma relação sendo construída.

E Taylor aparece cada vez mais confortável dentro desse repertório.

Isso importa porque homenagens podem virar uma coisa perigosamente engessada.

Todo mundo sério.

Todo mundo reverente.

Todo mundo com medo de tocar em qualquer coisa.

Só que rock não nasceu para ficar numa redoma.

Respeitar uma obra também pode significar:

ligar o amplificador e fazer a porcaria da música viver novamente.


E TEM OUTRA COISA BONITA NESSA FORMAÇÃO

Olha as gerações e as histórias cruzando naquele palco.

Soundgarden.

Pearl Jam.

Rage Against the Machine.

Audioslave.

The Pretty Reckless.

Não é uma exposição sobre “como o rock era bom antigamente”.

É justamente o contrário.

É uma demonstração de como música passa de uma pessoa para outra.

Uma banda influencia outra.

Um músico admira outro.

Uma cantora de outra geração pega uma música criada antes de sua própria carreira existir e coloca sua voz nela.

Depois alguém na plateia escuta aquilo e talvez descubra o Soundgarden por causa da Taylor.

Ou descubra Taylor por causa do Soundgarden.

É ASSIM QUE ESSA DROGA CONTINUA VIVA!


E É EXATAMENTE ISSO QUE A PASSPORT QUER FAZER

Porque essa matéria não deveria terminar simplesmente com:

“Veja o vídeo acima.”

Não.

Continua.

Você chegou aqui procurando Soundgarden?

Tem rádio.

Você chegou pela Taylor Momsen?

Tem rádio.

Tom Morello?

Tem rádio.

Pearl Jam?

Tem rádio.

Rock dos anos 90?

Tem rádio.

Quer simplesmente apertar alguma coisa e descobrir onde vai parar?

TEM RÁDIO TAMBÉM.

A Passport foi construída com várias portas justamente porque música não funciona em linha reta.

Você entra por Soundgarden.

Cai em Audioslave.

Vai parar em Rage Against the Machine.

Encontra Pearl Jam.

Descobre The Pretty Reckless.

Dali vai para outra coisa.

Uma música puxa outra.

É isso que uma rádio deveria provocar.


QUER OUVIR ALGUMA COISA? PEÇA.

Não queremos que o ouvinte fique sentado esperando alguém decidir sozinho tudo que merece tocar.

Tem música que você quer ouvir?

MANDA O PEDIDO.

Tem banda que deveria estar numa das nossas rádios?

FALA PRA GENTE.

Tem artista que passou batido?

Apresenta.

Essa casa cresce justamente quando aparece alguém dizendo:

“Vocês precisam ouvir isso aqui.”


E AGORA UM RECADO PARA QUEM TEM UMA BANDA

Aqui a conversa fica especialmente importante.

Você toca numa banda independente?

BANDA DE GARAGEM? MELHOR AINDA.

Tem uma demo?

Uma gravação caseira?

Uma música nova?

Um EP?

Um vídeo de ensaio?

Uma apresentação num bar?

Um show gravado com o celular?

Uma história sobre como a banda nasceu?

Fotos?

Material antigo?

MANDA.

Não espere primeiro ter gravadora.

Não espere ter assessoria.

Não espere ter cinquenta mil seguidores.

Não espere algum sujeito numa redação decidir que agora você possui tamanho suficiente para existir.

Você já fez música?

Então existe uma história possível ali.


QUER QUE A PASSPORT DIVULGUE SUA BANDA?

PARTICIPE.

Apresente seu trabalho.

Mande sua demo.

Conte quem vocês são.

Mande material.

Quer escrever sobre outra banda?

Manda matéria.

Tem entrevista?

Manda.

Tem história de show?

Manda.

Tem acervo antigo?

Manda.

Tem uma descoberta escondida em algum canto do Brasil?

MANDA ESSA PORCARIA PRA CÁ. 😂🤘

Porque existe talento demais tocando para 30, 50, 100 pessoas sem conseguir espaço simplesmente porque ninguém abriu a porta.


ENQUANTO ALGUNS FECHAM AS PORTAS...

NÓS ABRIMOS.

Essa é a diferença que interessa.

Não adianta a Passport falar sobre Soundgarden, Alice Cooper, Oasis, BTS, Ana Castela, Ella Langley e artistas gigantes e depois levantar uma muralha diante de quem ainda está começando.

Seria uma contradição ridícula.

Toda banda enorme já foi uma banda que ninguém conhecia.

Todo artista com milhões de ouvintes já teve:

zero.

Toda carreira começou antes da matéria de capa.

Então nossa porta precisa funcionar nos dois sentidos.

Os gigantes entram.

E QUEM ESTÁ COMEÇANDO TAMBÉM.


E QUEM QUISER AJUDAR ESSA MÁQUINA A CRESCER...

Existe o APOIE.

Sim, dinheiro ajuda.

Bastante.

Servidor custa.

Estrutura custa.

Ferramentas custam.

Manter uma publicação e uma rádio independentes crescendo não funciona apenas com cafeína e boa vontade — infelizmente já fizemos os testes. 😂

Só que apoiar a Passport não significa obrigatoriamente colocar dinheiro.

Não pode contribuir financeiramente?

NADA MUDA.

Ouça uma das rádios.

Leia.

Compartilhe uma matéria.

Mande um pedido.

Envie uma pauta.

Apresente uma banda.

Mande sua demo.

Divulgue um artista independente.

Mostre a Passport para alguém.

Participe.

Isso também faz a máquina girar.


PORQUE NÃO QUEREMOS UMA PUBLICAÇÃO ENGESSADA

Tem lugar que fecha a fórmula.

Escolhe meia dúzia de artistas.

Escolhe meia dúzia de gêneros.

Repete.

Repete.

Repete.

Depois passa anos explicando por que música “não é mais como antigamente”.

Aqui queremos exatamente o contrário.

MOVIMENTO.

Soundgarden de 1991 chegando em Taylor Momsen em 2026.

Uma banda de garagem brasileira chegando amanhã.

Um artista do outro lado do planeta depois.

Uma demo enviada por alguém que hoje toca para cinquenta pessoas.

Uma matéria escrita por um leitor.

Um vídeo antigo reaparecendo.

Uma rádio apresentando alguém que você nunca ouviu.

Essa é a máquina.


E olha que bela maneira de demonstrar isso.

Matt Cameron sentado novamente atrás da bateria.

Mike McCready com a guitarra.

Tom Morello do outro lado.

Robbie Mangano junto.

Taylor Momsen diante do microfone.

E uma música do Soundgarden atravessando décadas sem precisar pedir autorização para continuar fazendo barulho.

Chris Cornell não pode ser substituído.

Nem precisa.

As músicas que ele ajudou a criar já aprenderam a caminhar sozinhas.

E naquele palco em Maryland...

ELAS CORRERAM.

Quanto à Taylor?

Bom...

Nós tentamos manter esta matéria estritamente musical.

Tentamos mesmo.

Só que aí alguém escolheu essa foto.

🙄

QUE VOZ, TAYLOR. QUE VOZ.

Pronto.

Comportadíssimos. 😂🤘🔥